"Foi assustador quando ele disse que precisava dizer algo. Em meio a toda aquela situação, qualquer ação imprevisível era nitidamente um sinal de alerta. Ela sentiu o coração apertar, e uma descarga de adrenalina esfriou todas as suas extremidades. Ela sentiu o medo por dentro de suas veias, e tudo isso não durou mais que alguns segundos, mas o tempo parecia parar. Quando ele disse o que pretendia, o coração dela derreteu. Ela conseguia ouvir os batimentos do seu coração, como se ele estivesse bem atrás de suas orelhas, suas mãos tremeram e sua respiração vacilou por um instante. Depois aquele calor, que ela já conhecia, envolveu todo o seu corpo, como um abraço, e ela respirou aliviada. Se olhou no espelho e seu sorriso era histérico, ela ainda custa a acreditar no que leu...Demorou para conseguir cair no sono, revia a cena repetidas vezes, hesitou um minuto pensando em levantar e ler os históricos. Caiu no sono, no mais profundo e tranquilo deles. Acordou cant...
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N aquela dia inteiro, ela se questionou se já não era tempo de começar a se acostumar. Já se passaram alguns meses desde que essa rotina teve um inicio, não deveria ela já ter aprendido a se despedir? Ao invés disso, notava que cada vez se tornava ainda pior, se é que isso é possível. E a ultima vez que fizera, o fizera com uma dor insuportável. Mas enfim chegou a uma conclusão, apesar de dolorido, era ótimo que não se acostumasse. Era mais um entre tantos os sinais, de que ela quer somente a ele, e que o mesmo é exatamente tudo o que ela precisa. Se logo acostumasse, algo estaria errado... Por mais rotineiro que seja as constantes despedidas e os breves momentos juntos, não se deve acostumar. Ela quer mais. Pensa nele o tempo todo, e por mais clichê que isso pareça, ela realmente pensa. O lembra em cada mínimo detalhe, lembra e relembra diversas vezes os seus breves e mais fantásticos momentos juntos. E dizendo isso me refiro a todos, não havia ...
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P assaria o restos dos seus dias o observando, perdendo o rumo nas linhas do seu sorriso, e decorando cada detalhe do seu rosto. O coração dela sossegava quando encontrava aqueles olhos, mesmo que indiretamente. Sossegava da dor, começava então aquele frio na barriga, a agitação... As borboletas. Falar com ele era uma das unicas coisas que tornava o seu dia melhor, quando ela estava com aquele aperto da saudades. E não só nesses dias, mas para o resto da vida, se ela pudesse, escolheria passar os dias com ele, o olhando, o ouvindo... Nada mais.
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A os poucos ela descobrira que a certeza que tinha sobre o seu ponto fraco era ainda maior. Que ele mexia no fundo do seu ser não era nenhuma novidade, muito menos que ela o amava. Mas aos poucos se confirmou que era ainda maior do que ela própria imaginava. A felicidade que ela sentia por ele era inacreditável, sim, felicidade, não usei o sentimento errado. Ela simplesmente ficava feliz, mas não sozinha, e sim por ele. Por tudo, por nada, por absolutamente qualquer coisa. Se ele estava bem, ela não precisava de mais nada. Adorava de coração a qualquer coisa que vinha dele, e sentia-se extasiada a cada conquista do mesmo. Agradecia fervorosamente a Deus pela vida dele, talvez mais do que pela dela mesma. Anunciava a qualquer um que quisesse ouvir, que ele, era um dos maiores presentes recebidos de Deus. E como qualquer presente importante, ainda mais recebido de Quem foi, ela o prezava como ninguém. Acredito que não exista até hoje nada do que ela não faria p...
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A saudade começa a apertar, e como se não bastasse essa dor, ela procura por mais. Revira vestigios do passado e teme que eles voltem a tona. Vasculha minuciosamente e depois tenta apagar da memória, com medo de que mais alguém seja lembrado pelos seus pensamentos silenciosos, e assim acabe incentivado a fazer o mesmo. A repulsa que lhe atinge o peito com força, perante a todas essas lembranças não pertencentes a ela, são dignas de pena. Só lhe passam besteiras na cabeça, e a insegurança é uma amiga distante que sempre lembra de bater-lhe a porta... Que ela faz questão de abrir, escancarar! Não há razões para temer tanto, se chama passado é porque é algo que já foi... E quem há de enfiar-lhe isso guela abaixo? Ela nunca conseguiu digerir. Talvez porque parte do seu passado já tenha voltado recentemente, mas o seu passado era diferente, ele terminara de maneira incerta, mas tranquila. O passado temido tinha sido morto. Velado e sepultado, e ainda sim, a assombrava como um fa...