Passaria o restos dos seus dias o observando, perdendo o rumo nas linhas do seu sorriso, e decorando cada detalhe do seu rosto. O coração dela sossegava quando encontrava aqueles olhos, mesmo que indiretamente. Sossegava da dor, começava então aquele frio na barriga, a agitação... As borboletas. Falar com ele era uma das unicas coisas que tornava o seu dia melhor, quando ela estava com aquele aperto da saudades. E não só nesses dias, mas para o resto da vida, se ela pudesse, escolheria passar os dias com ele, o olhando, o ouvindo... Nada mais.
Acabou.
Não tem mais jeito, sabe a hora que você tem que aceitar que não tem outra maneira? Acabaram todas as minhas munições, minhas armas estão falidas, não há mais nada pra fazer, nem maneiras pra tentar continuar a lutar. É a hora que com humildade você levanta bandeira branca, correndo o risco, é tudo ou nada. Ou tudo vai parar e se acertar, ou você vai ser bombardeado sem piedade. O pior acaba acontecendo, e na hora que você sente aquele buraco sendo rasgado no peito, e finalmente você desiste, se entrega, enquanto você ouve uma voz fraca surgindo de dentro, bem no fundo, implorando pra você tentar, suplicando por um pouco mais de força. Você pensa em atender ao pedido, mas na tentativa de mais um suspiro, o que te feriu rasga ainda mais, entrando fundo e impedindo a sua resistência. É o fim, e você continua tentando respirar por extinto, mas a dor impede qualquer perseverança, e aos poucos tudo a sua volta vai se apagando. É o fim, só resta se entregar sem mais delongas, e aguardar ansi...
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