Calma! As coisas sempre acabam se ajeitando naturalmente, da impressão que tudo tem mesmo seu caminho, destino, sentido natural e vai se encaminhando espontaneamente. É bonito, não é? O quanto a vida é implacável e vai mudando as perspectivas e lugares das coisas. Muita coisa já foi grande e hoje é tão pequenininha, algumas chegam a ser invisíveis. Sentimentos, relações, sofrimentos, angustias e até as boas sensações. Acho que a palavra de ordem tem que ser PACIÊNCIA. E como é difícil! Eu sinto que é um problema geracional. Talvez os adventos tecnológicos tenham nos tornado assim. Ansiosos, impacientes, cheios de anseios, não sabe sabe pelo que. Uma pressa desenfreada, mas para chegar a onde? O que eu preciso agora é respirar fundo, deixar os minutos, horas e dias escorrerem e irem se acumulando lentamente até se tornarem uma grande onda, dessas bem cheias, volumosas, robustas e fortes, mas daquelas que chegam serenas. Assim ela vem, de mansinho e vai englobando tudo e arrastando para longe, sublimando as angustias e energias mais vorazes, que uma vez engolidas pela água, serão forçadas a se movimentarem de maneira mais lenta. Tudo vai sendo engolido, digerido e realocado, ainda que alguns processos ocorram em câmera lenta. As coisas passam... Se tiverem que passar. Mas nada fica fora do lugar por muito tempo, já que este gosta de fazer uma faxina na casa de vez em quando. Esse mesmo tempo, que não passa no trabalho, que voa nos encontros em meu coração fica tão desperto, que a gente agarra com força e tenta controlar de qualquer jeito ou que a gente só deixa passar. Ele não deixa nada fora do lugar não, calma.
Acabou.
Não tem mais jeito, sabe a hora que você tem que aceitar que não tem outra maneira? Acabaram todas as minhas munições, minhas armas estão falidas, não há mais nada pra fazer, nem maneiras pra tentar continuar a lutar. É a hora que com humildade você levanta bandeira branca, correndo o risco, é tudo ou nada. Ou tudo vai parar e se acertar, ou você vai ser bombardeado sem piedade. O pior acaba acontecendo, e na hora que você sente aquele buraco sendo rasgado no peito, e finalmente você desiste, se entrega, enquanto você ouve uma voz fraca surgindo de dentro, bem no fundo, implorando pra você tentar, suplicando por um pouco mais de força. Você pensa em atender ao pedido, mas na tentativa de mais um suspiro, o que te feriu rasga ainda mais, entrando fundo e impedindo a sua resistência. É o fim, e você continua tentando respirar por extinto, mas a dor impede qualquer perseverança, e aos poucos tudo a sua volta vai se apagando. É o fim, só resta se entregar sem mais delongas, e aguardar ansi...
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