É sempre assim, passo meses sem escrever nada, até que alguma coisa mexa profundamente com os meus sentimentos, e ai eu volto. É como se eu voltasse pra dentro de mim, para refletir sobre tudo o que já aconteceu até chegar aqui... Ler tudo o que foi dito, ainda que alguns sejam problemas superados, é como passar canivete pela cicatriz, mas levemente, sem cortar. A lembrança do corte arde. Mas hoje tenho um novo corte, e ainda não tenho certeza do quão profundo é... Essa angustia de descobrir é que me mata.  Me engasga o peito, eu mal consigo soltar o ar.
Nesse momento, vejo o contorno de suas mãos apertando o meu pescoço... Eu estou ficando cada vez mais sem folego, e basta o movimentar dos seus dedos para que o ar volte a passar tranquilamente, e em cinco minutos estarei recuperada. Mas quem disse que você quer soltar? O meu rosto já se encontra roxo, meus olhos saltam discretamente de seus encaixes, e choram. Minha boca entre-aberta sedenta por ar, inspira os últimos sopros de esperança... Mas sentem um leve gosto do ultimo suspiro, e tenta cuspi-lo.
Talvez seja tudo um drama, é de mim ser muito drama, ser muito amor... Mas ainda assim é o que eu sinto, ainda sim está me machucando, e na minha cabeça, é nessa intensidade.
Eu tento me controlar, parar de chorar, e acreditar no que eu mesmo digo a respeito da volta do sol, mas quando os dias são nublados, enquanto o sol se esconde, o cinza parece um monstro espreitando pra te devorar.

Estou a beira de uma piscina, de costas, essa piscina está vazia, mas não tem fundo. Não me empurre. Não me deixe caindo eternamente, eu não posso suportar.

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